sábado, 23 de abril de 2011

A luz que fala

Jesus Cristo, quiz fazer-se carregado de todas as trevas e enfrentar a escuridão da tumba, depois da cruel morte.
Ele, a Luz, transparente e delicada, fulgurante como aquele jardim, na manhã de Páscoa...
É a Luz que preenche, que ilumina e convida cada um para um "renascimento". 
A vida nova, o "recomeçar". O "deixar-se inundar" desta Luz que é o farol para guiar nossas vidas e podermos chegar até Ele.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Paixão do Cristo

Adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum.
"Lançando "o olhar àquele que foi trespassado" (cf. Jo 19,37), podemos chegar a seu coração que emana sangue e água como de uma fonte; daquele coração do qual brota o amor de Deus por todo o homem, recebemos o seu Espírito.

O Santo Padre ressaltou que "o critério que guiou cada escolha de Jesus durante toda a sua vida foi a firme vontade de amar o Pai, de ser um com o Pai, e ser-Lhe fiel".
Um dos modos para estar associado ao mistério pascal, é próprio o sofrimento: “Sofrer – de um texto de João Paulo II - significa particularmente tornar-se suscetíveis, particularmente sensíveis à obra da salvação de Deus à humanidade em Cristo". O sofrimento, cada sofrimento, mas especialmente a dos inocentes, nos coloca misteriosamente "percebido por Deus", com a cruz de Cristo.

Preparemo-nos para cantar com renovada convicção e comovida gratidão as palavras da liturgia: “Ecce lignum crucis, in quo salus mundi pependit: Eis o madeiro da cruz, da qual está a salvação do mundo. Venite, adoremus: Vinde adoremos!

domingo, 17 de abril de 2011

Da homilia do Papa Bento XVI para o Domingo de Ramos

"Nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo.” (...) O Papa Bento nos mostra que este é o caminho pelo qual Jesus nos convida, e está além de nossas próprias possibilidades.
“Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de ‘ser como Deus’; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus”, afirmou.
“Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus."
Por um lado, temos a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal, e do outro lado, há a força de gravidade do amor de Deus, amados por Ele, "e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto.”
Só Deus pode nos elevar. E Jesus o fez por nós, humilhou-Se. Só assim podia ser superada a nossa soberba: a humildade de Deus é a forma extrema do seu amor, e este amor humilde atrai para o alto.
Bento XVI nos convida a acolher a cruz de Cristo, o 'sim' de Deus para o homem, a expressão máxima de seu amor por nós e a fonte pela qual jorra a vida eterna.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Receita do Papa para ser santo: Eucaristia, oração, caridade

Durante a catequese de quanta-feira, dia 13.
Em sua meditação, o Pontífice sublinhou que a santidade não é algo que o homem pode alcançar pelas suas forças, mas que vem pela graça de Deus.
"Uma vida santa não é primariamente o resultado dos nossos esforços, das nossas ações, porque é Deus, três vezes Santo (cf. Is 6, 3), que nos torna santos, e a ação do Espírito Santo, que nos anima a partir do nosso inteiro, é a própria vida de Cristo Ressuscitado, que se comunicou a nós e que nos transforma", explicou.
Longe da linguagem solene, o Papa propôs "ir ao essencial", resumindo a santidade em três pontos: o primeiro "é não deixar jamais um domingo sem um encontro com Cristo Ressuscitado na Eucaristia; isso não é um fardo, mas a luz para toda a semana".
O segundo é "não começar nem terminar jamais um dia sem pelo menos um breve contato com Deus".
E o terceiro, "no caminho da nossa vida, seguir os "sinais do caminho" que Deus nos comunicou no Decálogo lido com Cristo, que é simplesmente a definição da caridade em determinadas situações".
"São pessoas normais, por assim dizer, sem um heroísmo visível, mas, na sua bondade de cada dia, vejo a verdade da fé. Essa bondade, que amadureceram na fé da Igreja, é a apologia segura do cristianismo e o sinal de onde está a verdade", concluiu.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Lembrando da CF 2011

Durante a Campanha da Fraternidade, falamos dos problemas ecológicos e, com razão, preocupamo-nos com o equilíbrio ambiental, as mudanças climáticas e o futuro da vida no nosso planeta Terra; tudo isso tem repercussões no convívio humano e requer atitudes e comportamentos solidários e fraternos. E o próprio ser humano, fazendo parte desse delicado equilíbrio ambiental, não mereceria uma atenção especial também? Pelo menos, a mesma que se tem diante da destruição de plantas e bichinhos? 
O papa Bento 16, na sua encíclica Caritas in Veritate, fala da necessidade de desenvolver uma verdadeira “ecologia humana” (cf, n.51); já tratara do mesmo tema o papa João Paulo 2º na encíclica Centesimus Annus (cf. n.38). A ecologia humana refere-se ao conjunto de modos como o homem trata de si mesmo e cuida do seu semelhante, dos hábitos pessoais e estilos no convívio social. Quem alimenta sua mente de violência, acabará praticando a violência um dia; o desprezo e o desrespeito pela dignidade do próximo desencadeiam fermentos de ódio e violência; os vícios cultivados e até incentivados são campo fértil para toda sorte de males. E quando tratado bem e estimulado à prática da virtude, o ser humano se torna semeador de obras de bem.
Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
Fonte: Zenit Brasil

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Papa elogia expansão da “lectio divina” na América Latina

Em sua audiência aos cerca de 40 participantes a assembleia, o Pontífice revelou que, "durante os encontros que tive nos últimos anos, por ocasião das suas visitas ‘ad Limina', os bispos da América Latina e do Caribe sempre fizeram referência ao que estão realizando em suas respectivas circunscrições eclesiásticas para implementar e incentivar a missão continental com a qual o episcopado latino-americano quis relançar o processo da nova evangelização depois de Aparecida, convidando todos os membros da Igreja a colocar-se em um estado permanente de missão".

O Papa considerou que "este encontro com a Palavra divina deve levar a uma profunda mudança de vida, uma identificação radical com o Senhor e seu Evangelho, para se tornar plenamente consciente da necessidade de estar firmemente enraizado em Cristo", reconhecendo, como ele mesmo escreveu em sua primeira encíclica, 'Deus caritas est', que, "ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo" (n.1).

Bento XVI expressou sua satisfação ao constatar que, na América Latina, "tem sido uma prática crescente a ‘lectio divina' - a meditação orante da Palavra de Deus - nas paróquias e nas pequenas comunidades cristãs, como uma forma cotidiana para alimentar a oração e, dessa maneira, dar solidez à vida espiritual dos fiéis".

Fonte: Zenit

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quaresma, momento para redescobrir o silêncio e a oração

Comentários sobre este tempo litúrgico, por Dom Orani João Tempesta (Arcebispo do Rio de Janeiro). De um artigo seu: "Tempo de oração".



O silêncio e a oração são dois preciosos elementos que o tempo quaresmal convida a redescobrir e valorizar.

“Estamos neste momento de deserto, para o eencontro com o Senhor, para aprender a não cair em tentação e procurar uma vida de verdadeira conversão", afirma. "Somos convidados por Jesus a experimentar a delicadeza do silêncio, a procurá-lo através da oração.”.
“Somos chamados a viver uma vida de oração" (...) "temos a necessidade de rezar sem interrupção".

"O tempo da Quaresma, portanto, quer nos ajudar a reavivar a nossa vida orante, retomando a nossa iniciação cristã que supõe também a iniciação à oração.O tempo da Quaresma, portanto, quer nos ajudar a reavivar a nossa vida orante, retomando a nossa iniciação cristã que supõe também a iniciação à oração."

"Somente quem faz um salutar silêncio conseguirá ouvir a voz de Deus, ouvir o que o Senhor tem a falar a cada um de nós, buscando os dons do Santo Espírito para discernir sobre o que é fundamental na nossa intimidade com o Ressuscitado, que está presente no meio de nós."


Fonte: Zenit IT

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